Ereção e Disfunção Erétil

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o que é?

Há três câmaras separadas no pênis normal: duas câmaras eréteis interconectadas, chamadas corpo cavernoso, que ocupam o volume do pênis, e a uretra, um tubo que pode conduzir tanto a urina como o sêmen. As câmaras eréteis ficam anexadas ao osso púbico e se estendem da parte abdominal para a porção visível do pênis. Essa âncora ajuda a manter o pênis rígido quando as câmaras ficam cheias de sangue. Cada câmara erétil é formada por um tecido parecido com uma esponja que se enche de sangue durante a fase de excitamento. O sangue fica preso no pênis, aumentando e endurecendo-o para a penetração.

A ereção pode se iniciar por:

Estímulo psicológico (imaginação de situação erótica) Estímulo físico (toque da genitália masculina de maneira sensual) O sistema nervoso atua no cérebro com pensamentos eróticos, enquanto outro centro, na coluna vertebral reage ao toque. Ambos atuam em conjunto para produzir a ereção como um auto reflexo que é auxiliado pelo hormônio masculino, a testosterona.

Dessa pequena descrição da fisiologia da ereção, pode-se ver que qualquer problema que afete o cérebro, a espinha, as terminações nervosas do pênis, as artérias penianas, os corpos esponjosos, as veias do pênis ou a produção da testosterona podem atrapalhar uma ereção normal.

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DIFICULDADE EM ACEITAR A DISFUNÇÃO ERÉTIL

A Disfunção Erétil (DE) pode gerar um profundo efeito na sua qualidade de vida. O Paciente com DE perde a auto-estima e passa a lidar com diversos sentimentos negativos tais como frustração, ansiedade, tristeza e nervosismo.
Todo esse problema acarreta grandes transtornos no relacionamento íntimo levando a brigas e discussões, e em alguns casos no desespero o homem chega mesmo “tentar um outro relacionamento” para ver se há alguma melhora o que leva em alguns casos à separação.

PAPEL DA COMPANHEIRA

A disfunção erétil é um assunto bastante difícil de lidar. A companheira deve tentar encorajar o homem a procurar um tratamento. Algumas formas que facilitam a procura são:

  • Conversar a respeito de como a DE afeta os dois, e não só o homem
  • Dar apoio enquanto ele procura resolver como se tratar e mostrar-lhe que isso é mais comum do que se pensa e afeta milhares de homens.
  • Mostrar que em grande parte dos casos há um problema físico e não somente psicológico.
  • Lembrar que esse problema é tratável, encorajando-o a procurar um especialista, mostrando-se disposta a acompanhá-lo e a ajudar a escolher o melhor tratamento. O acompanhamento facilita o entendimento “técnico” e “psicológico” do que está acontecendo.
  • Ajudar a mostrar ao homem que a Disfunção Erétil não é, de forma alguma incomum, porém, embora afetando milhões de homens, muito poucos se abrem e discutem o assunto francamente.
  • Citar que a existência de tantos recursos disponíveis hoje em dia abre a esperança para um sucesso no tratamento e com certeza encoraja o homem.

DISFUNÇÃO ERÉTIL PSICOGÊNICA

Quando não se identifica nenhum problema orgânico que possa ser a causa da Disfunção Erétil (DE), classifica-se então como DE Psicogênica. Alguns fatores já foram apresentados no item “Causas da Disfunção Erétil”
O médico avaliará entre outros pontos, a natureza, duração e qualidade da ereção tanto atualmente como ao longo da vida, as circunstâncias em que o problema apareceu e se manteve, relacionamento com a companheira e possíveis fatores de risco. Com base nessas informações será possível verificar-se tanto em se a Disfunção é primária, ou secundária e em que fase do ciclo da resposta sexual acontece (desejo, excitação, orgasmo ou resolução).
De posse de todo o histórico do paciente, torna-se possível orientar o tratamento, utilizando-se ou de medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos e neurolépticos) e/ou psicoterapia focada na sexualidade ou terapia de casal. Na maior parte das vezes, torna-se necessário tratar a DE psicogênica de forma multidisciplinar.

Para um perfeito diagnóstico da causa do problema de impotência, temos os seguintes exames à disposição. São exames muito simples, mas fundamentais para a avaliação do caso. Após conversa detalhada com o paciente e uma boa anamnese, o médico deverá proceder ao exame físico, e, havendo necessidade, utilizar-se dos exames laboratoriais onde poderá avaliar diversos fatores tais como glicemia, taxas hormonais etc.
Após essa etapa poderá utilizar-se de diversos exames entre os quais citamos alguns abaixo:

Doppler e Color Doppler Peniano

Fornece informações sobre a hemodinâmica do pênis, após relaxamento da musculatura lisa induzida com agente vasoativo. O objetivo é distinguir insuficiência arterial com outras causas do distúrbio de ereção. A velocidade do sangue na artéria cavernosa pode ser medida e aí se distingue a impotência física da psicogênica.

Acima imagem de color doppler de uma artéria peniana normal e abaixo um color Doppler de uma artéria mostrando fluxo reduzido.

Teste de Ereção Fármaco-Induzida (TEFI) Testes com Prostaglandina

Esse teste tem como objetivo a promoção da ereção através da injeção intracavernosa de drogas vasoativas que promovam o relaxamento da musculatura lisa das artérias e dos corpos cavernosos.
A sua realização é indicada em portadores de disfunção erétil (DE) com exceção dos indivíduos nitidamente psicogênicos caracterizados por: seletividade de parceiras, ereções normais em determinadas situações etc… Nesses casos o TEFI poderá ser realizado quando houver necessidade de comprovação objetiva da capacidade erétil para o próprio paciente. O TEFI também está indicado para a avaliação de curvaturas penianas.
Um resultado positivo não afasta a possibilidade de haver algum problema de ordem vascular e/ou cavernosa, mas mostra que quando estimulado consegue-se obter uma ereção. Esse resultado pode abrir mais uma opção para tratamento que é a aplicação de injeções intracavernosas

Ultra-sonografia Peniana

É um exame totalmente não invasivo que permite verificar a morfologia do pênis e se o paciente apresenta Peyronie, ou Placa de Peyronie.

Teste de Tumescência Peniana Noturna (NPT)

A presença da ereção noturna, que é usada para diferenciar a impotência psicogênica da orgânica, pode ser detectada usando dispositivos colocados ao redor do pênis, durante o sono. O aparelho é projetado para gravar a ocorrência da ereção noturna. A determinação dessa presença ou ausência de ereção pode ajudar na conduta de tratamento a ser utilizada.

A Disfunção Erétil pode ter sua origem em causas psicológicas, físicas ou mistas.

Causas psicológicas:

  • Ansiedade
  • Depressão
  • Fadiga
  • Culpa
  • Stress
  • Problemas maritais
  • Problemas financeiros
  • Ansiedade por desempenho
  • Excessivo uso de álcool
  • Conflitos de identidade sexual, preferência e orientação sexual.

Quando isso ocorre, muitas vezes, a simples solução do problema que está preocupando o homem permite que o seu desempenho sexual volte a ser normal. Caso isto não ocorra, pode ser necessário procurar ajuda junto a um psicólogo. Quando se trata de um problema físico, entretanto, é necessário e indispensável o auxílio de um médico.

Causas físicas: Podem ser de origem arterial (diminuição do aporte sangüíneo aos corpos cavernosos), neurogênicas (algum problema que afete a medula ou a inervação periférica do pênis) ou mesmo efeito colateral de medicamentos que podem promover além de disfunções eréteis, distúrbios da libido ou disfunções ejaculatórias como são apresentadas no item Distúrbios da Ereção.

Álcool – Em pequenas doses pode servir de estimulante do desejo sexual mas, em alta quantidade começa a apresentar efeitos danosos à ereção pois os músculos entram em processo interno de relaxamento.

Fumo – O tabagismo é fator de risco para desenvolvimento de arteriosclerose nas artérias pudentas e penianas comuns em pacientes jovens com DE (Rosen net al 1991) As artérias (vasos) que irrigam o pênis são de seis a oito vezes mais finas que as artérias coronárias, e, se o cigarro ou qualquer outro tipo de fumo “entope” as coronárias, o que dizer de uma artéria de seis a oito vezes mais fina? O fumo acelera danos arteriais devido à aceleração da arteriosclerose direta na íntima pela diminuição dos níveis do colesterol HDL (Fried et al 1986), além de provocar uma vasconstrição sobre as artérias.

Colesterol – O aumento de colesterol, decorrente de altas doses de gordura na alimentação também causa a obstrução da circulação do pênis levando à impotência.

Efeito colateral de Cirurgias e Traumas – A cirurgia de próstata pode ter como conseqüência o problema da Impotência Sexual. Não ocorre em todos os casos de cirurgia, mas em grande parte deles. O que se faz é tratar do problema de Impotência usando um dos inúmeros recursos hoje disponíveis, estando inclusive alguns apresentados neste site. Não há, portanto o que se temer.

Drogas – As drogas, tais como Maconha, Crack, Cocaína, etc., acarretam de forma sensível a parte sexual do indivíduo. Há uma enorme redução da parte circulatória da região peniana, levando o indivíduo a ter problemas sérios de ereção.

Impotência como efeito colateral de medicamentos para Pressão, Depressão, Diuréticos etc. – Grande parte dos medicamentos utilizados nestes tratamentos pode acarretar problemas de ereção. Uma vez que os medicamentos não podem ser suspensos, há necessidade de se tratar os efeitos colaterais dos mesmos. Isso felizmente é tranqüilo devido à grande evolução dos tratamentos para Impotência. Também drogas para problemas cardiovasculares, Parkinson, psicotrópicos, anfetaminas e alguns hormônios podem causar esse efeito colateral

Impotência como efeito colateral de medicamentos para Pressão, Depressão, Diuréticos etc.

Efeito da idade – Estatisticamente, o número de homens que experimentam a Disfunção Erétil aumenta de acordo com a idade. A idade em si não causa a disfunção, mas é fato que, homens mais velhos têm mais probabilidade de ter doenças ou ter sofrido tratamentos (ex: cirurgia de próstata) que podem causar a disfunção.

Impotência Resultante de Traumas – Um trauma em qualquer porção da região pélvica ou da coluna pode resultar em impotência, pois, no diafragma urogenital encontramos diversos nervos frágeis e artérias que suprem o pênis.

Um trauma direto no pênis pode resultar em uma fratura ou ruptura dos compartimentos eréteis. Com esse trauma, o paciente pode vir a sentir dor e inchaço no pênis, sendo às vezes inviável a atividade sexual, tornando-se necessária uma correção cirúrgica.
Traumas na coluna também podem causar impotência, pois, caso haja ferimentos na medula espinhal pode haver perda do centro nervoso que controla as ereções.Uma medula espinhal danificada muda dramaticamente o tipo de vida do paciente.Ficar confinado a uma cadeira de rodas restringe o vigor da pessoa e de sua vida ativa. Se as relações sexuais puderem continuar, o bem-estar emocional do paciente e de sua parceira pode ser mantido.
Se houver perda de habilidade em conseguir a ereção, pode-se utilizar pequenas doses de remédios injetáveis no pênis, ou implante de prótese.
Hoje em dia é muito freqüente termos pacientes com queixa de trauma direto na coluna ou mesmo ferimentos por projéteis de arma de fogo. O tratamento para esses pacientes necessitará de exames específicos para estudarmos a circulação e a inervação do pênis, bem como o grau de sensibilidade peniana.
Cirurgia e trauma no cérebro, medula espinhal e região pélvica, estão associados com o aumento do risco de distúrbios de ereção.
Podemos citar:

  • Traumatismos crânio-encefálico
  • Cirurgias no cérebro
  • Laminectomia lombar
  • Lesão medular
  • Linfadenectomia retroperitoneal sem preservação de nervos
  • Aneurismectomia da aorta abdominal
  • Cirurgias radicais para câncer do intestino e geniturinárias

O índice de violência atual, com inúmero disparo de balas perdidas tem, sem dúvida alguma, contribuído para o aumento do número de pacientes com algumas das lesões anteriormente descritas.

Problemas Hormonais – Algumas doenças, como problemas nos rins ou no fígado podem causar uma alteração hormonal, o qual controla as ereções. Baixos índices de testosterona também podem ser um fator agravante.

Priapismo – Priapismo é uma ereção que dura mais tempo que o normal e é causada por outras razões que não seja desejo sexual. Priapismo envolve o corpo cavernoso e é resultado ou de uma entrada anormal de fluxo no pênis ou no caso mais comum diminuição ou perda de saída desse fluxo. Se uma ereção dura mais que quatro horas, há o risco de comprometimento do tecido, o que pode resultar em Disfunção Sexual. Tanto uso inadequado de medicamentos (aplicações intracavernosas, anti-hipertensivos, drogas tipo cocaína) como patologias que levam a alterações hematológicas como anemia falciforme ou leucemia podem levar à ocorrência do Priapismo. HÁ A NECESSIDADE URGENTE DE SE PROCURAR UM SERVIÇO DE EMERGÊNCIA PARA SEREM UTILIZADAS CONDUTAS A FIM DE SE INTERROMPER A EREÇÃO.

Problemas neurológicos – Lesões na coluna, defeitos congênitos tais como medula espinal bífida, tumores ou aumento da pressão no crânio e doenças musculares tais como esclerose múltipla podem levar à Disfunção Erétil.

Obesidade – A obesidade pode ser um fator de risco de disfunção sexual em ambos os sexos e existe forte associação entre obesidade e disfunção erétil e esse risco aumenta conforme aumenta o IMC (índice de massa corpórea). A prevalência de obesidade ou sobrepeso nas pessoas que procuram tratamento de DE pode chegar a 79%. Também observa-se que de um modo geral a obesidade traz repercussões psicológicas de auto-estima e depressão, que podem ser devido à avaliação global da auto-imagem e, mais especificamente, dos genitais, como no caso do tamanho do pênis no chamado “pênis oculto” ou “pênis embutido”.

COMO CONTRIBUIR PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

  • Evitar o fumo e o excesso de álcool
  • Controle alimentar, evitando gorduras e colesterol na dieta
  • Exercício físico regular evitando-se o sedentarismo
  • Combater a obesidade
  • Controle rigoroso de diabetes
  • Observar a possibilidade de a disfunção ser efeito colateral de algum medicamento que o paciente tenha que tomar, e se for, verificar com seu médico se há a possibilidade de substituir esse medicamento por outro sem tal efeito
  • Combate à depressão