Alteração Física do Pênis

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Fatores que podem causar alterações físicas no pênis:

Doença de Peyronie

img_28Doença de Peyronie (DP) é uma patologia comum entre os homens de 40 a 65 anos, e que provoca uma tortuosidade no pênis, dificultando e às vezes até mesmo inviabilizando a relação sexual. Embora a prevalência ser maior nos pacientes acima de 40 anos, cada vez mais se realiza o diagnóstico em pacientes mais jovens. É verificado que a Doença de Peyronie causa grande impacto na qualidade de vida, com grandes efeitos psicológicos. A DP corresponde à presença de placas fibrosas na túnica albugínea dos corpos cavernosos. Essas placas têm tamanhos e posicionamentos variados, desde mínimas e, portanto, de difícil percepção, até grandes e múltiplas que comprometem quase toda túnica albugínea.

Em alguns casos, o início é agudo, com dor durante a ereção ou com a percepção de placas palpáveis acompanhado de deformidade peniana. Para outros pacientes, o início é mais lento e a deformidade vai se acentuando aos poucos, conforme a fibrose do corpo cavernoso que pode evoluir para a calcificação. Há uma predominância da Doença de Peyronie em pacientes diabéticos.
A origem dessa calcificação não é definida ao certo, mas pode ser atribuída em parte a pequenos e repetidos traumas ocorridos durante a relação sexual, micro traumas durante as ereções noturnas ou trauma direto em indivíduos que apresentem alguma pré-disposição. Um sintoma comum é o aparecimento de um caroço que pode ser sentido embaixo da pele do pênis causando uma ereção bastante dolorosa e deixando às vezes a cabeça do pênis frouxa. Como esta patologia é progressiva, torna-se necessário efetuar-se um tratamento o mais rapidamente possível. Na fase aguda, caracteriza-se por dor, ereções dolorosas, curvatura peniana durante a ereção e placa palpável durante o exame físico.

François Gigot de la Peyronie

A Doença de Peyronie(DP) pode ser tratada em primeira opção com tratamentos clínicos. Em certos casos pode ser necessário, indicar-se a cirurgia quando a DP leva a uma curvatura do pênis que impede ou compromete a penetração vaginal e que a doença já esteja estável há 6 – 12 meses.

Somente se pensará em cirurgia quando os tratamentos clínicos não tiverem sucesso e o paciente continuar com dificuldade para ter relação e após haver estabilização da deformidade do pênis (curvatura, constrição ou indentação e afinamento) e da(s) placa(s) juntamente com o desaparecimento de dor quando o pênis fica ereto há pelo menos 6 meses.

img_29A curvatura é sempre relacionada com a diferença de tamanho do pênis de um lado e do outro. Para corrigir essa diferença existem 2 alternativas : ou encurtar o lado mais longo ou alongar o lado mais curto o que exige o uso de enxertos. A técnica que encurta o lado mais curto chama-se plicatura ou procedimento do tipo Nesbit e deve ser utilizada em pacientes que tenham o pênis com tamanho peniano adequado. A diminuição do tamanho do pênis esperada depende da direção do grau de curvatura que o paciente apresente. Após a cirurgia o paciente deverá retornar à atividade sexual segundo orientações médicas de forma a não lesar novamente o pênis, ou seja, será uma volta gradual. Esse tipo de cirurgia não costuma causar disfunção erétil por ser a menos invasiva de todas.

A técnica para alongamento do lado curto deve ser utilizada em pacientes que têm preocupação quanto ao tamanho do pênis ou que a curvatura seja excessivamente acentuada. A parte onde foram feitas as incisões e removidas as placas têm que ser cobertas com tecidos. Esse tipo de cirurgia é mais reservado a pacientes que tenham grandes deformidades no pênis, porém que tenham boa qualidade de ereção apesar da deformidade uma vez que apresenta maiores riscos causar disfunção erétil do que a técnica da plicatura. Essa técnica de alongamento também resulta na abertura da túnica albugínea que cobre os cilindros responsáveis pela ereção portanto é uma técnica que somente deve ser feita por especialistas muito experientes.

img_30O implante de prótese peniana em indivíduos com Disfunção Erétil completa e DP oferece resultados cosméticos e funcionais semelhantes aos demais pacientes com disfunção erétil em que requer implante de prótese.

Segundo o Consenso da SBU de 2005, a terapia com ondas de choque não é recomendada pois “Como ainda não existem trabalhos demonstrando resultados positivos, a terapia de ondas de choque não deve ser indicada ou utilizada, até que surjam evidências positivas em relação ao seu resultado”.

Estudos mostram uma prevalência e significante associação entre a Disfunção Erétil e a Doença de Peyronie. Alguns homens com Peyronie perdem a capacidade de manter o sangue no pênis e com isso não conseguem uma boa ereção. O fato de o homem não ter uma ereção suficientemente rígida permite infelizmente que o pênis se dobre durante o ato sexual aumentando as chances de micro-traumas. Há sempre necessidade de se tratar juntamente com o Peyronie o problema de DE se houver, evitando essas lesões.

Tortuosidade Peniana

Dentro das 2 causas mais comuns de tortuosidade peniana podemos citar tanto o pênis torto congênito como a Síndrome de Peyronie.
Normalmente o pênis torto congênito apresenta uma curvatura maior que 30 graus, para o lado direito ou esquerdo ou para baixo e essa curvatura ocorre no meio do membro chegando a atrapalhar a relação sexual. É um tipo de anomalia embora o homem já nasça com ela, passa a ser mais observada quando se iniciam ereções encurvadas embora o paciente já tenha nascido com essa anomalia. Para que o pênis fique reto na hora da ereção é preciso que todos os tecidos que formam o pênis apresentem a mesma elasticidade. Se durante a formação a túnica albugínea ou os tecidos sobre ela não tiverem a mesma elasticidade pode ocorrer a curvatura.
É sempre recomendado aos pais que procurem observar o pênis da criança desde a infância para ver se há alguma alteração. Essa observação pode ser feita por exemplo durante a hora de troca de fraldas ou ao levar a criança para urinar quando geralmente devido à bexiga estar cheia o pênis pode estar ereto o que facilita a observação.
O exame físico para comprovar o problema também deverá verificar se há outras patologias associadas à tortuosidade tais como Síndrome de Peyronie, Hipospádia.
Em alguns casos a curvatura não chega a criar nenhum tipo de problema e não necessitará nenhum tipo de intervenção porém, se incomodar ou causar dor é preciso buscar um tratamento que geralmente é cirúrgico. O procedimento cirúrgico é bem semelhante ao que é feito em casos de Peyronie.
É um problema que leva infelizmente muitos homens a não ter um relacionamento mais duradouro com uma companheira para evitar um contato mais íntimo. Há casos de jovens que deixam de praticar esporte ou se envolvem com drogas devido a esse tipo de problema. O homem com problema de tortuosidade peniana pensa que não há solução e com isso não consegue expor o problema para parentes, amigos e mesmo para um médico. Esse tipo de problema pode atrapalhar muito o desenvolvimento sexual do homem, influir no lado psicológico e profissional causando transtornos no relacionamento interpessoal e na autoestima.

Criptorquidia

Diz-se que existe Criptorquidia sempre que não é possível palpar um testículo na bolsa escrotal. Quando não é possível encontrar um ou os dois testículos nas bolsas escrotais deve-se estudar o motivo. Essa ausência pode-se originar de problemas congênitos ou adquiridos.

  • Testículos verdadeiramente não descidos;
  • Testículos fora do local (ectópicos);
  • Testículos retráteis ou em “ascensor”;
  • Testículos ausentes.

Nos dois primeiros casos, o reposicionamento costuma exigir uma cirurgia. O tratamento de um testículo não descido unilateral ou bilateral deve ser realizado no início do 2º ano de vida. Há casos.em que o testículo aparece extremamente atrofiado sendo indicado sua remoção.
O melhor método para diagnosticar testículos não palpáveis é a Laparoscopia.
Normalmente a descida só se dá dentro do primeiro ano de vida.
Mesmo com a possibilidade de tratamento hormonal, há casos em que mesmo assim há necessidade de tratamento cirúrgico da criptorquidia. No caso do tratamento cirúrgico também pode ser corrigida uma hérnia inguinal em muitos dos casos. A importância de identificar precocemente os casos de testículos não descidos deve-se ao fato de que podem surgir complicações quando não são corrigidos no tempo devido, principalmente infertilidade na idade adulta, desenvolvimento de tumor (muitas vezes maior), ocorrência de hérnia associada ou torção do testículo não descido.
É ainda bastante considerável o efeito psicológico negativo provocado pela existência de um saco escrotal vazio. O homem fica inibido e inseguro, assim como uma mulher que retira sua mama.
A fim de se amenizar esse efeito psicológico, há casos em que há a possibilidade de implante de uma prótese testicular que irá disfarçar com grande perfeição a ausência do testículo dentro da bolsa escrotal. Essa prótese, embora não tenho função orgânica alguma, melhora, e muito a autoconfiança do homem.

Fimose, Postectomia e Circuncisão

img_31É natural que haja uma pele na extremidade do pênis (glande) porém deve permitir que ao ser puxada para trás permita a exposição da glande, facilitando a higiene. Fimose é a ausência de exposição da glande pela tração da pele que cobre a própria glande. Crianças recém nascidas até próximo há 3 anos de idade normalmente não têm o prepucio retratil o que geralmente ocorre após essa idade. Normalmente ocorre nas crianças entre 3 a 4 anos de idade e normalmente se desfaz espontaneamente. O tratamento pode ser iniciado com pomadas e na falta de resultado, com cirurgia.

A postectomia (cirurgia para correção da fimose) é indicada quando o prepúcio não consegue se retrair para expor a glande, provocando dor quando o pênis está em ereção e facilitando o acúmulo de secreções que podem levar ao surgimento de um processo inflamatório da glande e prepúcio (balanopostites) ou mesmo infecções urinárias. Há evidências que essa falta de higiene está associada ao surgimento de tumores penianos.

É uma cirurgia onde se faz a retirada da pele do prepúcio (dobra de pele) que encobre a glande do pênis, geralmente sob anestesia local nos adultos e geral nas crianças. Embora sejam dados pontos para fechamento da pele, normalmente a cirurgia não deixa cicatriz. Não há diferença no resultado estético se a cirurgia é feita na infância ou na idade adulta. Deve-se, sempre que possível, nas cirurgias sobre o prepúcio preservar a maior área possível para proteger o máximo da glande.

Antigamente tinha indicação pela higiene e perdeu adeptos nos últimos anos, sendo atualmente quase que exclusiva dos portadores de fimose
Casos específicos como infecções urinárias na infância, acúmulo de esmegma, infecções locais repetidas, etc., devem ser avaliadas por um especialista.

A fimose não é uma exclusividade apenas dos meninos. Não raro nos deparamos no consultório com homens de idades variadas que apresentam tal alteração. Pode ser de origem inflamatória, por trauma ou má higiene e ainda, congênito. Na maioria das vezes o tratamento é cirúrgico. Podemos citar o Diabetes como uma causa muito comum de fimose no adulto.

Não há correlação no adulto de alteração na ereção e nem na fertilidade com a fimose. Muitos adultos confundem fimose com o freio do pênis curto que pode apresentar lesões durante a ereção ou ato sexual. Neste caso, o tratamento é apenas a liberação do freio.

 

Glândulas de Tyson ou Glândulas Prepuciais

img_32As Glândulas de Tyson são estruturas que secretam substâncias que protegem o pênis, podendo facilitar a penetração e estão presentes em todos os homens. sendo responsáveis pela produção do esmegma. O acúmulo excessivo do esmegma (secreção branca que fica na glande) deve ser evitado com uma boa higiene visto que essa secreção pode prejudicar a saúde do homem.

Essas glândulas possuem o aspecto de uma fileira de bolinhas brancas, ao redor da cabeça do pênis semelhante a uma coroa. Em muitos homens são praticamente imperceptíveis porém em outros podem estar mais evidentes,. A ocorrência das glândulas em maior tamanho é completamente natural e não são prejudiciais para a saúde do homem nem se caracteriza como doença sexualmente transmissível.

Alguns homens se sentem incomodados com essas glândulas que ficam às vezes com aspecto semelhante a “espinhas” e solicitam a retirada das mesmas, o que normalmente não é necessário nem aconselhável. Também é importante lembrar que, aparecendo esse tipo de formação não se deve nunca espremer Observando algum tipo de alteração na glande é importante passar por uma avaliação médica para ter certeza de que se trata de Glândulas de Tyson e não de algum tipo de DST que pode causar lesões semelhantes às glândulas

BIOPLASTIA PENIANA – O QUE É E POSSÍVEIS RISCOS

O engrossamento peniano é um desejo de muitos homens que acabam recorrendo à bioplastia com o objetivo de engrossá-lo que é uma técnica para obter um aumento peniano em circunferência. Embora haja muita divulgação de ser um procedimento “não cirúrgico”, feito com anestesia local e com resultado imediato é uma técnica de resultados bastante duvidosos. O PMMA é um produto sintético que não será absorvido pelo organismo e por esse motivo não necessitará de novas aplicações porém também não será eliminado de forma natural se for preciso. Quando há necessidade de sua retirada a mesma é sempre feita de forma cirúrgica.

O PMMA é uma substância autorizada para a Anvisa em casos de preenchimento com sucesso porém na área de urologia tem apresentado infelizmente diversos problemas.

O homem busca com a aplicação do PMMA um pênis mais grosso porém que mantenha uma aparência estética natural e com as mesmas funções.

Antes do procedimento é fundamental verificar a necessidade ou não de se fazer uma postectomia antes (cirurgia de fimose) e também um teste de alergia à substância que será injetada mas, mesmo com todos esses cuidados é muito comum o resultado não ser o que se espera pois pode haver diversos tipos de sequelas como observo com grande frequência no consultório:

  • Disfunção Erétil
  • Rejeição da Pele
  • Formação de Nódulos
  • Resultados Não Estéticos
  • Infecção

Existe também um parecer do CREMESP sobre o uso do Polimetilmetacrilato (PMMA) que confirma reações adversas relatadas em artigos científicos sobre a matéria bem como comunicação de diversos médicos que causariam danos ao organismo dos pacientes, alguns até irreparáveis, com perdas de funções vitais.

Tem havido recentemente um aumento muito grande de pacientes que fizeram a Bioplastia e que procuram agora o Instituto Paulista para efetuar a retirada do mesmo. Essa retirada nem sempre é tão fácil de ser feita uma vez que o PMMA acaba se incorporando ao organismo o que dificulta sua retirada porém ajuda muito a amenizar o problema causado pela substância.

As principais causas da retirada são por problemas inflamatórios ou de aspecto bastante não estético do pênis após a bioplastia. Nota-se hoje em dia um grande número de clinicas especializadas nesse processo porém muito poucas informam os riscos do procedimento ou mesmo têm estrutura médica para realizar a retirada quando preciso.

Área de atuação

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